Origem Zendesk: https://fiscalcriptohelp.zendesk.com/hc/pt-br/articles/38990981718299-O-que-%C3%A9-DeFi
DeFi é a sigla para Decentralized Finance, ou Finanças Descentralizadas, em português. Trata-se de um ecossistema de aplicativos financeiros construídos sobre redes blockchain, que permite a qualquer usuário comprar, vender, trocar e emprestar criptoativos sem intermediários tradicionais.
Esses sistemas funcionam de forma aberta, descentralizada e acessível a todos, como uma espécie de "novo sistema financeiro digital". Para viabilizar esse modelo, diferentes soluções tecnológicas foram sendo criadas e conectadas, como peças de um jogo de Lego que se encaixam de formas variadas.
Essas peças fundamentais do DeFi são chamadas de “primitivas”, e podem ser classificadas em quatro grupos principais:
Stablecoins (moedas estáveis): criptoativos pareados a moedas fiduciárias, como o real ou o dólar. Exemplos: USDT (Tether), USDC.
Exchanges descentralizadas (DEXs): plataformas que permitem a troca direta de criptoativos entre usuários. Exemplos: Uniswap, SushiSwap, PancakeSwap, Bancor.
Empréstimos descentralizados: protocolos que permitem emprestar ou tomar emprestado criptoativos de forma automática. Exemplos: Aave, Compound.
Derivativos descentralizados: ferramentas para negociar contratos financeiros vinculados a ativos cripto. Exemplos: Opyn, Pods Finance.
O que são Staking e Farming?
Desde o crescimento acelerado do DeFi em 2020, usuários passaram a ter acesso a formas mais simples de obter renda passiva com criptoativos. Foi nesse contexto que os termos staking e farming ganharam destaque.
Para funcionar, os aplicativos DeFi precisam manter reservas (ou “pools”) de diferentes criptomoedas, usadas nas trocas e empréstimos. Para incentivar os usuários a fornecer esses ativos, os protocolos oferecem recompensas — e esse processo de depósito remunerado é chamado de staking.
No staking, o usuário bloqueia seus criptoativos em um protocolo e recebe uma remuneração proporcional ao tempo e ao valor aportado.
Com o tempo, essa prática evoluiu para o que passou a ser chamado de farming. Assim como em uma fazenda, os investidores "cultivam" suas criptomoedas e colhem os frutos — ou seja, os rendimentos.
Esses ganhos costumam ser calculados com base em métricas como APY (Annual Percentage Yield) ou APR (Annual Percentage Rate), que representam o rendimento anual do investimento. Em muitos casos, as recompensas do DeFi são mais atrativas do que as oferecidas em aplicações tradicionais.
Qual é a diferença entre staking e farming?
Apesar de serem termos distintos, staking e farming têm o mesmo princípio: ambos envolvem o depósito de criptoativos em protocolos DeFi para geração de recompensas.
A diferença está nos detalhes técnicos e na estratégia envolvida:
No staking, você deposita tokens diretamente em um protocolo e recebe rendimentos em troca.
No farming, o processo pode envolver mais etapas: por exemplo, ao fornecer liquidez a uma exchange descentralizada, você recebe tokens LP (Liquidity Provider) como comprovante. Esses tokens LP podem, então, ser usados em outro protocolo para gerar novos rendimentos — criando um efeito em cadeia de geração de receita.
Agora que você já entendeu o que são DeFi, staking e farming, confira o artigo abaixo para aprender como declarar esse tipo de operação no Imposto de Renda:
Como registrar operações de staking, farming e liquidity provider (LP)?
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